Silvana Sisi traz inspiração do mundo da publicidade, recuperando os infinitos fragmentos do imaginário televisivo e renovando-os nas suas obras, através de uma pintura farta de luz e de atmosfera.


Com comprovada habilidade manual, aplica às obras uma poética e misteriosa inconsistência, uma impalpabilidade que relembra a imagem eletrônica de onde se originaram, por meio da atenuação alcançada através da habilidade de extensão da sua percepção artística.


No contexto contemporâneo das artes visuais, Silvana Sisi renova a eterna magia da pintura, o insubstituível valor da duplicidade da realidade, através da qual as imagens mais comuns ganham nova beleza.


Todo isso vem através de uma decisiva simplificação da imagem em um brilho compositivo que privilegia a aproximação, descuidando dos detalhes do ambiente.


A obra de Silvana Sisi não è um episódio isolado, mas testemunha a atualidade das mais recentes linguagens artísticas.


Tanto a técnica quanto  os modelos reproduzidos colocam a artista na Itália, no renque da Nova Imagem Internacional, um dos movimentos mais importantes do panorama artístico na Europa e nos Estados Unidos.


A luminosa riqueza cromática das obras de Silvana Sisi é o fruto de uma perfeita realização de tonalidades, conseguida por meio de esponjas, exibida na sua beleza através de sombreamentos alcançados por sobreposições e acabamentos usando traços suaves que exigem grande habilidade.


Os quadros da Sisi baseiam-se numa gama de cores refinadas onde predominam os tons básicos: branco, preto, azul, vermelho, em uma delicada sinfonia de nuanças, indo do monocromático até a luz  mais deslumbrante, num processo similar aquele da solarização fotográfica.


A grande Arte surge sempre do antigo, e é o resultado do encontro do passado com o presente.


Silvana Sisi não foge deste princípio áureo: sua metodologia é, de fato, a releitura , com aquele toque de experimentaç
ão própria de uma a artista de valor, de uma técnica antiqüíssima que é  à  origem da pintura européia, a têmpera de ovo. 


O segredo da têmpera de ovo é descrito por Cennino Cennini, o pai da pintura medieval, no seu livro da Arte datado de 1398.


A têmpera de ovo, è uma mistura de pigmentos naturais, conhecidos também como terras, amalgamados à gema do ovo como liga.


Estes dois elementos conferem as obras de Silvana Sisi a consistência material das cores a óleo e a transparência da aquarela com um resultado final único no seu gênero e inalterável no tempo.


A artista vive e cria suas obras em Fano (Italy) e na Ilha de Itaparica (Bahia – Brasil).